NetOne Brasil convida: Conversa com o jornalista Aldo Quiroga

Conversa com o jornalista Aldo Quiroga

Caros amigos, infelizmente teremos que desmarcar o evento desse sábado em função de conflitos de agenda.
Em breve informaremos a nova data.

Data: a confirmar

Local: Rua José Ernesto Tozzi, 225 – Vargem Grande Paulista/SP

Conversa será transmitida via Skype

Faça agora a sua inscrição clicando aqui!

Aldo Quiroga é jornalista formado pela PUC-SP. Foi o responsável pelo desenvolvimento da videorreportagem na TV Cultura de 1996 até 2003. Flagrou a morte de três manifestantes pela polícia militar durante a desocupação da área conhecida como “Fazenda da Juta“, na Zona Leste de São Paulo. Sempre ligado às questões sociais, realizou o documentário “Uma chance para a Infância”, 1997, sobre a Marcha Global contra o Trabalho Infantil. Também participou como videorrepórter e editor-assistente do documentário “Colombianos”, dirigido pelo jornalista Ricardo Soares e editado por Ernesto Rodrigues, sobre a vida num país em guerra. Durante o trabalho de gravação, passou duas semanas em acampamentos das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia. Em 2005 realizou uma série de reportagens sobre a situação da infância no semi-árido baiano, pela qual foi indicado para o Grande Prêmio Airton Senna de Jornalismo. Em 2008 assinou o roteiro e a edição do documentário ”Luta na Terra de Makunaima”, com direção e reportagem de Luiz Carlos Azenha, sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Este último trabalho recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e foi um dos finalistas do Prêmio Esso de Telejornalismo. Aldo Quiroga também é especialista em jornalismo social em imagens pela COGEAE-PUC e é professor do Departamento de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi o apresentador do Family Fest em 2005 e atualmente é apresentador do programa Matéria de Capa, da TV Cultura

SAIBA MAIS

- Trailer do documentário “Luta na Terra de Makunaima”

http://www.youtube.com/watch?v=mlfzz9szgCw&feature=fvst

- Chamada programa Matéria de Capa (TV Cultura)

http://www.youtube.com/watch?v=ulCh9yicb2w

Quem somos?

NetOne é uma “rede” de comunicadores que conecta vários operadores de mídia, e graças a qual é possível partilhar experiências profissionais, com um único objetivo: trazer de volta, ao centro do próprio trabalho, a pessoa humana, compreendida como primeiro meio de comunicação, na perspectiva da fraternidade universal e de um mundo mais unido.

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Quito: Levantamento da Polícia Nacional

Notícia enviada por Daniela Maccari, missionária comboniana no Equador, que nos escreve o seu ponto de vista do que aconteceu essa semana em Quito, no Equador. Notícia de 30 setembro de 2010.

Caros amigos, eu vos envio uma opinião do dia  de ontem, 30 de setembro, que nós não esqueceremos facilmente por algumas implicações dramáticas, mas que faz parte da política latino-americano como um todo, que alguns líderes latino-americanos como Chávez & Cia. nos estão habituando…
Isso não tira o reconhecimento de algumas melhorias implementadas pelo governo. Porém, no Equador, acontece há alguns dias uma campanha de assinaturas, promovida por um jornalista, pedindo de forma pacífica e democrática, a demissão do presidente Correa.
Cumprimentos e obrigado pelo seu interesse no Equador, que tem um povo orgulhoso e corajoso…
“Às 19 horas da noite passada (sexta-feira, 30 de setembro) é decolado o primeiro avião e o segundo ouvimos esta manhã, às 06:40 e outro às 06:56. KLM e Iberia, de acordo com agentes de viagem, parecem hoje não pousaram em Quito.
A retirada da Polícia Nacional está relacionada com as Leis de Servidores Públicos, que eliminou alguns benefícios que parecem, na prática, algumas compensações ou o pagamento pelo trabalho de risco ou sem horários fixos realizado pela polícia, como por exemplo mudança de posição na hierarquia a cada 5 anos de trabalho, a cesta de Natal e presentes para crianças, entre outros, por assim dizer, “privilégios”.
O presidente deu uma demonstração de força, declarando estado de emergência por cinco dias (foi suspenso o funcionamento até de escolas de todo o país) e dando ordens ao exército para tirá-lo – de uma forma que era mais que violenta – do Hospital da Polícia, onde foi “seqüestrado”.
A operação foi mantida no ar pela TV até às 22:00, através das câmeras que tremiam até fazer girar a cabeça, mas que  mostraram a coragem de alguns repórteres da Ecuavisa e Teleamazona, posicionados a poucos passos da porta do Hospital da Polícia, e que permitiram ver e acompanhar tudo o que aconteceu.
Nesse momento ocorreu uma chuva de balas de borracha, segundo eles, uma das quais atingiu um cinegrafista da Ecuavisa, mas que continuou a sua missão. Depois a queda de um militar que ficou imóvel no chão, após rolar de uma rampa, provavelmente após ser ferido. Só depois de alguns minutos foi resgatado por outros soldados que o cercaram e o protegeram com suas armaduras e escudos e depois de um tempo o levaram embora.
Acostumados que estamos em ouvir o presidente Correa falar de “conspirações” e dada a “arrogância” com o que incomoda um pouco todas as categorias sociais, não podemos dizer e pensar que houve uma tentativa de golpe, mas sim uma reivindicação dos direitos da Polícia, a qual aderiu abertamente o Chefe do Exército Ernesto Gonzalez acompanhado da cúpula militar, pedindo a revisão da Lei Orgânica do Serviço Público.
OS saques em centros comerciais, os assaltos a vários bancos e outros atos de vandalismo em várias cidades, principalmente na cidade portuária de Guayaquil, demonstraram a importância do trabalho que faz a polícia, sem a qual o país cai no caos. E foi acima de tudo isso que a polícia queria mostrar para que se reconheçam sua missão e seus direitos.
O estilo com que é lançado a primeira ordem de resgatar o presidente do Hospital da Polícia e depois seu retorno triunfal ao Palácio de Carondelet, a Grande Plaza (Praça da Catedral), com um discurso caloroso do presidente, para aqueles que vivem aqui e seguem a política e a vida cotidiana das pessoas, tinha o sabor típico da “Revolução Cidadã”, que segundo o Governo “Está em marcha”, mas à qual se opõem e se manifestam continuamente e com coragem os professores, estudantes, movimentos Indígenas…
Exemplos disso são as Leis de Educação Superior (com toda a oposição que estão tendo da Universidade, incluindo aquelas estaduais), a Lei sobre os Meios de Comunicação, a Lei de Recursos Hídricos e Mineração… Apenas para citar alguns e para dizer que uma democracia imposta do povo equatoriano não existe.
O resultado de ontem, 30 de setembro, além de ter deixado o hospital destruído, de acordo com declarações da administração do hospital, deixou uma pessoa morta e 44 feridos.
De Quito, DM – 7:35 a.m.
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Experiência Frat&midia no Seminário NetOne 2010

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Report Conferência OnLine – Update Meeting/Aggiornamento Seminário ‘Prova di Dialogo’ – NetOne

Na última quinta-feira, primeiro de julho de 2010, fizemos uma conferência online com os membros e interessados de NetOne no Brasil.

Ela foi aberta ao público em geral. Foram  15 pontos de escuta conectados, totalizando cerca de 30 pessoas. Tivemos alguns problemas técnicos que inviabilizaram a participação de algumas pessoas. Mas certamente, para as próximas vezes, vamos resolver essas questões! =)

Depois de uma breve introdução, Mariele Previdi, de Itú/SP fez a apresentação de NetOne e do grupo FratMidia, a expressão mais consistente de NetOne no Brasil. Em seguida apresentou o seminário ‘Prove di Dialogo’ e como o encontro se desenvolveu, além de citar alguns dos participantes de renome e a importância do grupo de brasileiros presentes no evento.

Em seguida Cibele Lana, de Vitória/ES, apresentou uma das idéias que foram tratadas no evento: Universalidade X Localidade (Eurocentrismo). Esse tópico foi debatido no seminário por estímulo do grupo de brasileiros.

Nicole Melhado, de São Paulo, foi quem continuou a conferência apresentando o blog NetOneBR e todas as iniciativas que foram iniciadas durante o período do seminário, como o Twitter e os canais de fotos no Flickr e Picasa (vide links ao lado).

Mariana Assis, também de São Paulo, comentou a questão das especialidades e a dificuldade de, numa única lista de discussão, como é o caso de FratMidia, agruparmos assuntos que sejam suficientemente abrangentes. Assim, propôs-se a criação de um espaço interativo e que permitisse a organização dos conteúdos por assunto e área de especialidade, de forma a fomentar e organizar melhor as idéias. Disso foi apresentada pela Cibele Lana a comunidade online de FratMidia no canal Ning (http://fratmidia.ning.com).

Eduardo Cordeiro (Volo), de Porto Alegre, apresentou algumas idéias que nasceram para dar continuidade às ações pós seminário, quais sejam:

- manter a lista FratMidia ativa da mesma forma que funcionou até hoje (fratmidia@googlegroups.com);
- fomentar a comunidade FratMidia no Ning;
- manter o blog atualizado e divulgá-lo. Além disso, identificar novos colaboradores para o espaço;
- realizar bimensalmente webinars (seminários online no mesmo modelo desse realizado no dia primeiro de julho). A idéia seria aprofundar um assunto, discutido previamente na lista de FratMidia, e abrir para debates durante o webinar. Para o próximo bimestre a proposta seria discutir a temática do projeto “Critérios de Noticiabilidade”, apresentado por Carla Cotignoli durante um workshop no seminário Prove di Dialogo.

Marcello Benites também deu a sua contribuição, fazendo um breve histórico do grupo FratMidia e NetOne no Brasil, afirmando que esse primeiro de julho será um ‘marco’ na nossa história.

Em breve iniciaremos o debate para definir a agenda e a data do próximo webinar. Até lá!

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Conferência OnLine – Update Meeting/Aggiornamento Seminário ‘Prova di Dialogo’ – NetOne

Caros amigos,
Na próxima quinta-feira, 1 de julho de 2010, às 20:15h, faremos uma conferência OnLine para uma atualização/aggiornamento do encontro que aconteceu de 10 a 13 de junho em Castelgandolfo, Itália, com os participantes de NetOne no mundo todo.
Estão convidados para esse momento:
- todos os membros do grupo FratMidia;
- todos os interessados em comunicação do ponto de vista da Fraternidade (operadores de rádio, TV, cinema, jornalistas, profissionais de tecnologia e afins);
- todos que quiserem conhecer do assunto.

A conferência estará disponível somente áudio (sem vídeo). Utilizaremos uma ferramenta online que necessita de inscrição. Logo, todos os que quiserem se conectar por favor enviem um email para mim solicitando o convite.

Sugerimos que as cidades que puderem se organizar para se encontrarem num único local de escuta acreditamos ser melhor.

Dúvidas e/ou sugestões por favor entrem em contato!

Até breve,

os brasileiros participantes do encontro

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Experiência Valter Hugo Muniz no Seminario Internacional “Prova di Dialogo”

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Início do diálogo

Agora,  passados os quatro dias do Seminário Internacional “Prove di dialogo”, lembro-me bem do discurso inicial de Maria Rosa Logozzo que dizia que o Workshop seria uma tentativa , diante das dificuldades, diversidades (e adversidades), de dialogar, sem saber aonde essas “tentativas” nos levariam.

Algumas impressões, criticas, resumem a minha experiência como um dos 130 profissionais que pôde vivenciar essa experiência de troca, de partilha de conhecimentos, desafios e da utopia de viver em prol de uma comunicação que “ajude os homens a viverem juntos”.

Painéis interessantes, mas de ritmo exaustivo. A boa intenção de fazer com que todos pudessem doar um pouco de si foi atingida, mas por meio de uma metodologia que talvez possa ser revisada.

Na minha opinião, mesmo diante de temas extremamente interessantes, aspectos profundo do SER comunicador, parece que as trocas mais intensas acontecem nos diálogos informais, nos momentos de convivência. Por isso faria algo mais simples, menos gente no palco falando e mais tempo para trocas interpessoais.

Outra coisa que senti falta foi a produção de algo juntos. Segundo a Wikipédia a diferença entre workshop e palestra é que no primeiro “a platéia não é apenas mera espectadora. Em determinados momentos (ou em todos eles, dependendo da organização do trabalho e do estilo de aprendizado proposto), o auditório é convocado a participar, normalmente vivenciando experiências que remetem ao tema em discussão. Nesse sentido, o workshop tem caráter mais prático e sua realização requer, do palestrante (também chamado “facilitador”) uma profunda abertura ao diálogo, ao envolvimento, ao confronto. Normalmente, durante um workshop, estimulam-se trabalhos de recortes, de construções em subgrupos, de organizações de painéis, de plenárias com recursos multimídia.”

Gostei dessa definição porque é justamente isso que faltou ao encontro. Produzir juntos, debater. Conclusão que me fez entender também diferenças culturais entre o fazer “comunicação” na Europa e na América do Sul. A nossa natureza de caráter pragmático parece entrar em contradição com o modo reflexivo de conceber a comunicação no Velho Continente. Mas não, o congresso mostrou o quanto é necessário esse intercâmbio cultural que enriquece e universaliza o Ser Comunicador.

Como conclusão, uma grande alegria e a certeza de que existem muitos profissionais que ainda acreditam na fraternidade nos meios de comunicação e vivenciam-na cotidianamente em seus trabalhos.

A presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, ao doar sua experiência, tocou no último aspecto que não pode ser esquecido no pós “Prove di Dialogo”: A juventude.

Sim, é necessário pensar (e se preocupar) com o futuro da comunicação, mas sem esquecer que ela depende, principalmente, dos futuros comunicadores.

Faltaram mais oportunidades de troca de experiências nesse sentido. De apresentação de problemáticas jovens nesse mundo recém “mergulhado”. Mas fica o desejo de que esse diálogo possa acontecer de agora em diante.

Tentamos dialogar, sem dúvida! E, para mim, conseguimos! Mas a comunicação não é nunca exaurida! Ela precisava começar e foi o que fizemos!

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Impressões pós seminário

Depois de uma semana na Itália embarco novamente para o Brasil com a sensação de ‘missão cumprida’. Até ontem eu ainda estava um pouco incomodado com o fato de ter vindo participar de um encontro para comunicadores que apresentava poucas experiências concretas na área de TI. Mas hoje ficou claro o que faltava: faltava que nós, profissionais da TI, nos manifestássemos. E hoje tivemos essa iniciativa.

Praticamente a Mariana Assis iniciou a provocação com alguns elementos muito interessantes (que acredito será publicado brevemente em vídeo). Isso mexeu nas minhas lombrigas e também resolvi intervir.

Mesmo se também esse vídeo estará disponível em breve, descrevo alguns pontos que me parecem importantes de serem notados:

- primeiro: uma percepção sobre a questão do impacto social da tecnologia. Existe uma sensível diferença no que diz respeito ao uso da TI na América Latina e na Europa, especificamente na Itália. Não tivemos amostragem de outros lugares, infelizmente. Mas devo dizer que os brasileiros estão alguns anos à frente dos italianos nesse sentido. Eu penso que isso se deve ao fato de sermos, por um lado, grandes consumidores dos produtos e tecnologias norte-americanas. Mas, por outro lado, também existe um aspecto social nisso: os italianos são ultra-tradicionais no que diz respeito ao uso da tecnologia. Aqui na Itália se conhece, no máximo, o Facebook. Orkut, Twitter e outros são discriminados e tratados como “coisa perigosa” de ser utilizada. Talvez isso tenha muito a ver com a questão da privacidade, muito sentida aqui, enquanto que no Brasil existe uma excessiva exposição dos sujeitos, sobretudo no que diz respeito ao público juvenil. Além disso, podemos notar como estamos mais acostumados a sermos a ponta da lança. Não temos medo de experimentar. E isso favorece que utilizemos e troquemos de tecnologia com grande freqüência, independente se acreditamos ou não nelas.

- o segundo ponto é que no Brasil acredito que estamos muito à frente com relação ao usufruto das redes sociais e temos muito a ensinar (devo dizer que não conheço a realidade norte-americana, ‘berço’ disso tudo. Mas acredito que eles sim tenham muito o que nos ensinar). De qualquer forma, no grupo de NetOne isso ficou muito claro, sobretudo quando apresentamos a realidade de Frat&Midia. Todos ficaram muito impressionados pelo fato de conseguirmos manter a rede em pé e ativa por tantos anos (digamos que pelo menos 4 anos). Essa colaboração deve nascer da América Latina, definitivamente.

- os países latino-americanos, com excessão do Brasil, estiveram presente no seminário com experiências muito concretas no âmbito social e da educação como instrumento de comunicação. Pensando no que existe de concreto no nosso país, acredito que também nesse âmbito temos muito o que fazer no sentido de que os profissionais da comunicação e tecnologia, alinhados com profissionais de outras áreas, auxiliem, com as suas capacidades, na disponibilização de instrumentos que favoreçam e possibilitem a divulgação de conteúdos e materiais tão preciosos mas desconhecidos.

- os profissionais de TI estão muito acostumados a criarem comunidades de interesse. Esse é um outro benefício que os profissionais de TI podem dar para as outras profissões, inclusive ajudando e favorecendo a criação desse tipo de comunidade.

Nisso tudo, algumas conclusões que passaram na minha cabeça:

- quanto ao uso das redes: nesse sentido a américa latina tem a ensinar e tem o dever de fazê-lo! Faz-se necessário, definitivamente, a criação de espaços de compartilhamento e interação.

- quanto à privacidade: a europa, nesse sentido, tem muito a ensinar, mesmo se, na realidade, existem intensas discussões quanto ao direito da pessoa, visto que cada país possui suas próprias leis e direitos (aqui nem citamos a China e outros países de regime totalitário).

- uma visão da TI: vejo sempre mais a TI como serviço e os profissionais de TI como ajuda e suporte para os comunicadores. Colocando a pessoa sempre no primeiro lugar de tudo, a TI pode dar um grande suporte na construção de espaços de compartilhamento e, porque não, de fraternidade, sempre procurando entender a real necessidade do seu interlocutor e buscando, da melhor forma possível, proveder os recursos para isso.

Talvez seja um sonho, mas entrevejo uma realidade incrivelmente interessante num futuro breve. É necessário, sim, muita coragem! O preço, como sempre, é alto. Mas tenho a certeza, nesse momento, que existem pessoas dispostas a pagá-lo. E eu estou dentro!

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Comunicar amanhã

“Quantos de vocês estão preocupados com o futuro do jornalismo? E com os futuros jornalistas?”

Essas foram as perguntas que abriram o meu discurso, a experiência que tive o privilégio de apresentar aos participantes do Seminário Internacional “Prove di Dialogo”.

A Europa está em crise.

Essa constatação é perceptível simplesmente se procuramos acompanhar o noticíario de algum telejornal do país. Porém, o que não é tão fácil de assimilar estando “fora” dessa realidade particular, específica, é o reflexo que essa crise sócio-política vem causando na Itália de Berlusconi.

Mas qual a relação entre as perguntas provocativas feitas no início da minha experiência com a situação sócio-política da Itália?

Bom… nessas duas últimas semanas vividas em solo europeu encontrei uma realidade bem diferente daquela em que me defrontei 5 anos atrás.

Especificamente, na Itália, os problemas econômicos e o mau estar político vem servido de alerta por grande parte da imprensa local para o perigo iminente de uma ditadura.

Semana passada o Senado italiano aprovou uma lei que restringe a atividade da imprensa, proibindo grampos telefônicos ou a revelação de material audiovisual que apontem supostos crimes, até que o processo jurídico seja concluído, além de outros pormenores que consideram a lei uma censura explícita à atividade dos jornalistas e um escandaloso favorecimento as ações criminosas da Máfia.

Estando em meio a essa quente discussão política, olho ao meu redor e me pergunto: aonde estão os jovens neste debate? Qual a participação política tanto nos protestos, quanto na produção de informação, que mostre a importância do protagonismo deles nesse momento particular?

Não se pode “tentar” o diálogo sem que as novas (e futuras) gerações sejam ouvidas, envolvidas no debate, mas é necessário que esses jovens se esforcem para fazer ecoar a própria voz.

A sensibilidade em direção ao desenvolvimento social parece bem mais viva na América Latina, lugar em que a miséria e a desigualdade é bem mais VISUAL. Na Europa, o consumismo e o bem estar que “esconde” os problemas sociais, desfoca o olhar em relação as diferenças e inibe o crescimento da consciência que leve à uma ativa participação política.

Por isso, efetivamente, é necessário um intercâmbio cultural entre o aspecto reflexivo do jeito “europeu” de comunicar e o modo “latino-americano” de produzir informação, participar do debate público, que vai de encontro com a demanda (urgente) de uma ação efetiva que caminhe em direção ao bem estar comum.

Pessoalmente, temo que a vida urbana no Brasil, excessivamente ocidentalizada (no sentido de incorporação cultural do consumismo capitalista), sobretudo no que diz respeito aos “valores”, nos leve como sociedade e no modo de produzir informação, aos mesmos tristes rumos em que se encontra a Itália atualmente.

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